quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uma noite

Tantas pessoas ao meu redor, tantas para cumprimentar,
Desejar um simples “boa noite”... Que sempre esqueço alguém,
Uma infinidade de pessoas que aos poucos vão se dispersando
Uma a uma... Umas por conta do tempo, outras por conveniência,
Todavia, todas com seu rumo, todas com seu ritmo.

Eu tenho amigos, tenho família,
Tenho conhecidos, tenho até religião,
Mas o que mais me falta é a tão cobiçada “Atenção”,


Aquela reciprocidade de falar e escutar,
Aquele momento certo de redescobrir os cinco sentidos:
Abraçando, Olhando, Beijando, Ouvindo e Falando.

Em todas as fases da vida necessitamos de companhia,
Afinal, não nascemos do nada, não namoramos o imaginário,
Chega de ser ou não ser, seria melhor questionar: Somos ou não somos?

Um tempestade de números pares
Relacionamento a dois, filhos, trabalhos, brigas...
Falar no ímpar seria apenas "erro" matemático
Pelo menos na teoria seria assim

Crescemos rodeados por pessoas,
Vivemos  numa aglomeração de corpos,
Boa ou ruim?...Digamos necessária

No entanto cedo ou tarde ela aparece
E em meio a multidão
Que conhecemos a tão repugnada solidão!






Marcelo Melo

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