Tantas pessoas ao
meu redor, tantas para cumprimentar,
Desejar um simples “boa noite”... Que sempre
esqueço alguém,
Uma infinidade de pessoas que aos poucos vão
se dispersando
Uma a uma... Umas
por conta do tempo, outras por conveniência,
Todavia, todas com seu rumo, todas com seu ritmo.
Eu tenho amigos,
tenho família,
Tenho conhecidos, tenho até religião,
Mas o que mais me falta é a tão cobiçada
“Atenção”,
Aquela reciprocidade de
falar e escutar,
Aquele momento certo de
redescobrir os cinco sentidos:
Abraçando, Olhando, Beijando,
Ouvindo e Falando.
Em todas as fases da vida
necessitamos de companhia,
Afinal, não nascemos do
nada, não namoramos o imaginário,
Chega de ser ou não ser,
seria melhor questionar: Somos ou não somos?
Um tempestade de números
pares
Relacionamento a dois,
filhos, trabalhos, brigas...
Falar no ímpar seria
apenas "erro" matemático
Pelo menos na teoria seria
assim
Crescemos rodeados por
pessoas,
Vivemos numa
aglomeração de corpos,
Boa ou ruim?...Digamos
necessária
No entanto cedo ou tarde
ela aparece
E em meio a multidão
Que conhecemos a tão
repugnada solidão!
Marcelo Melo
Chapa, quem mandou você me dispensar!? Podia ser eu.
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